quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Sede de viver...




Eu tenho sede de viver
Quero voltar a crescer
Como se fosse um recomeço
Meu coração sem um pecar
Não iria mais julgar
Quem ainda eu não conheço

(André Lima)



Tenho sede de viver. Descobri isso recentemente. 
Sobrevivi por tanto tempo que, tinha me esquecido, como é se sentir viva e, não apenas, uma sobrevivente. 
Tenho sede de sentir a vida pulsante que existe do outro lado da janela em que eu, por tanto tempo me debrucei, vislumbrei o outro lado, mas nunca tive coragem de pular o parapeito e explorar as possibilidades que saltavam diante dos meus olhos. Me faltou coragem, me faltou ousadia, me faltou atitude.
Tenho sede de me apaixonar de novo, de sentir o coração bater descompassado, de sentir a boca secar, as pernas tremerem ou, como diz minha amiga Damiana, sentir borboletas na barriga batendo suas asas freneticamente. Eu resisti, confesso que resisti, mas, não consegui mais deixar essa sensação de fora da minha vida...
Tenho sede de conhecer lugares, de viajar pelo mundo, de compartilhar culturas, de respirar novos ares, de falar outras línguas, de olhar além dos muros da minha própria existência...
Tenho sede de sentir abraços, não um abraço qualquer, mas abraços demorados, abraços aconchegantes e quentes, abraços sem motivos, abraços a qualquer hora e lugar, abraços, simples abraços.
Tenho sede de assumir que não sou mais a mesma mulher que fui até bem pouco tempo. Agora, quero me mostrar como sou, sem máscaras, sem disfarces, sem medo do que possam pensar ou dizer a meu respeito.
Tenho sede de falar das coisas que se passam dentro de mim, de contar sobre minhas alegrias, mas, sobre minhas dores, também, sem receio de críticas, pois, sei que não há como ser aprovada unanimemente, não tem como.
Tenho sede de viver os meus sonhos, não apenas os que tenho sonhado depois que resolvi dar mais atenção a mim mesma, mas, todos os outros que sonhei e, por falta de perspectiva de vivenciá-los, acabei por colocá-los no arquivo morto da minha própria história.
Tenho sede de andar com minhas próprias pernas, de trilhar meus próprios caminhos, de ser dona das minhas próprias vontades e assumir os meus próprios atos...
Tenho sede de ser feliz. Ser feliz por inteiro. Não 100% do tempo, pois isso é uma utopia, mas ser intensamente feliz quando  me deparar com os momentos que trazem até mim uma felicidade sem fim...
E você, tem sede de quê?

Um beijo sedento de vida!


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